quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Pará terá quase 9 mil novos casos de câncer em 2014

O Pará terá 8.630 novos casos de câncer em 2014. De acordo com estudo divulgado ontem pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca), Dia Mundial do Câncer, 4.110 homens e 4.520 mulheres do Estado contrairão a doença no próximo ano. Uma média de quase 24 novos registros por dia. Proporcionalmente, os índices apontam que no decorrer do ano, cerca de 103,19 homens em cada grupo de 100 mil deverão ter a doença. Entre as mulheres, essa proporção sobe para 115,37 a cada 100 mil. 
Só em Belém, estima-se 3.210 vítimas, sendo 1.430 do sexo masculino e outras 1.780 do sexo feminino. Em relação as taxas brutas, os indicadores sugerem 208,21 novos casos de câncer a cada 100 mil homens e 232,57 entre o mesmo grupo de mulheres. De acordo com os pesquisadores do Inca, o índice para 2014 no Pará é aproximadamente 12% superior ao valor apontado em 2010. Entre os dois períodos houve um aumento de 910 novos casos.
É disparado o maior registro entre todos casos previstos na região Norte, correspondente a 43,1% do total (20.020). Amazonas, com quase metade da incidência paraense, surge na segunda posição, com 4.830 de novos casos de câncer no ano. Na sequencia aparecem Rondônia (2.360), Tocantins (2.160), Acre (710), Roraima (670) e Amapá (660). Em todo o País, estima-se que a ocorrência de 576.580 registros da doença em 2014, puxados, sobretudo, pelo números de São Paulo (152.200 casos), Rio de Janeiro (73.680) e Minas Gerais (61.530).
Conforme as previsões dos coordenadores do estudo, a tendência é de que o número de casos seja ainda maior. Consideram que o envelhecimento da população e a mudança de estilo de vida são os maiores responsáveis por essa estimativa. No caso do Pará e dos demais estados da região Norte, outro fator contribui para esse crescimento: a pobreza. Segundo o diretor de Vigilância e Prevenção do Inca, Cláudio Noronha, o Estado ainda é prejudicado pela falta de programas de controle e de informação junto à população.
E é fácil constatar essa afirmação ao analisar as maiores incidências da doença no território paraense. Com exceção do câncer de pele não melanoma (que é aquele diagnosticado precocemente, sem risco de metástase), os tumores malignos que continuarão incidindo na população do Pará no ano que vem, serão aqueles característicos de regiões com pouco desenvolvimento, cuja falta de informação, a dificuldade de acesso da população aos serviços médicos e o preconceito agem com maior intensidade.
Como os casos de câncer de mama e colo do útero, totalmente passíveis de serem evitados, quando prevenidos e detectados precocemente. Entretanto, a tendência é de que mais de 1,6 mil mulheres do Estado devam contrair essas neoplasias nesse ano. Segundo a previsão do Inca, em 2014, serão registrados no Pará 830 casos tanto de câncer de mama feminina (taxa de 21,17 registros em cada 100 mil), quanto de colo do útero (21,13). Há quatro anos, esses números eram aproximadamente 5% menores.
Nas posições seguintes, surgem as incidências de cânceres de estômago (240 casos e taxa de 6,16), cólon e reto (200 e 5,24), traqueia, brônquio e pulmão (160 e 4,12), leucemias (120 e 3,02) e glândula tireoide (120 e 2,98). Considerando só os números de Belém, essas previsões dão um grande salto. O câncer de mama passa a ser estimado em 46,78 mulheres em cada grupo de 100 mil (360 casos); o de colo do útero em 34,57 mulheres em cada 100 mil (260 casos); cólon e reto em 12,72/100 mil (100 casos); estômago em 12,51/100 mil (100 casos); traqueia, brônquio e pulmão em 7,58/100 mil (60 casos); e ovário em 12,43/100 mil (60 casos).
Nos homens paraenses, segundo o estudo, em primeiro lugar aparece o câncer de próstata. Ele deverá responder por cerca de 30% das neoplasias malignas masculinas. Em todo o Estado, estima-se mil novos casos, sendo 330 deles na capital. Em 2010, o Inca apontou a previsão de 700 casos desse tipo de câncer - volume 43% menor. Assim como naquele ano, o câncer de estômago se mantém com expectativa elevada. A projeção é de 450 novas ocorrências nesse ano, enquanto em 2010 esse número era de 420. Serão ainda comuns entre os cânceres masculinos os de traqueia, brônquio e pulmão (260), de cólon e reto (160), as leucemias (130) e de cavidade oral (120).
Prevenção
Conforme os especialistas do Inca, a detecção precoce é a chave para descobrir tumores iniciais e, dessa forma, aumentar as chances de sucesso do tratamento. No caso do câncer de mama, o INCA recomenda exame clínico das mamas anualmente a partir dos 40 anos e mamografia bienal dos 50 aos 69 anos. A partir dos 40 anos, caso o exame clínico esteja alterado, é preciso realizar mamografia.
Para prevenir o câncer de colo de útero, mulheres de 25 a 59 anos devem fazer periodicamente o exame Papanicolau, conhecido como "preventivo". Se o resultado for normal em dois exames anuais seguidos, o preventivo deve ser repetido a cada três anos. Pela literatura médica, o risco de uma mulher contrair esse câncer pode ser reduzido em 70% se, pelo menos uma vez na vida, ela realizar o exame Papanicolau.
Já os homens a partir dos 50 anos devem procurar um posto de saúde ou um médico para realizar exames de rotina. Se o homem, apesar de não ter sintoma de tumor na próstata (dificuldade de urinar, frequência urinária alterada ou diminuição da força do jato da urina, entre outros) tiver histórico familiar da doença, precisa relatar isso ao médico para fazer os exames necessários.
Em nível nacional, a previsão é que o tumor de pele não melanoma, atinja 182 mil pessoas no próximo ano (1.980 no Pará), o  equivalente a 31,5% dos casos de câncer.
O governo informou que o câncer é, atualmente, a segunda principal causa de morte no Brasil e no mundo, "atrás apenas das doenças cardiovasculares". Segundo o levantamento do governo, em 2011 foram registradas 184.384 mortes por câncer em todo o País.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde, que divulgou documento na segunda-feira (3), os casos de câncer aumentarão cerca de 50% até 2030, quando serão diagnosticados em todo o mundo quase 22 milhões de ocorrências em comparação com os 14 milhões de 2012, devido ao crescimento da doença nos países em desenvolvimento. Ao mesmo tempo, as mortes por câncer passarão de 8,2 milhões a 13 milhões por ano. Essas tendências são acompanhadas pelo aumento e o envelhecimento da população e pela adoção de hábitos de risco, como fumar, indica o informe da Agência Internacional para a Pesquisa do Câncer (IARC) da OMS.

Mais de dois terços das famílias nortistas estão endividadas

Dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgados ontem pela Confederação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), revelaram que pelo menos 68,5% das famílias nortistas estavam endividadas em 2013. Esse foi o maior percentual dos últimos quatro anos, na região, superando a média nacional (62,5%), ano passado.
Segundo a pesquisa, as principais dívidas das famílias brasileiras são relacionadas a cheque pré-datado, cartão de crédito, carnê de loja, empréstimo pessoal, prestação de carro e seguros. Em relação a essas contas, 25,9% das famílias nortistas disseram estar com parcelas em atraso, em 2013, e 3,4% responderam não ter condições de pagar o que devem.
O percentual de agrupamentos familiares com contas atrasadas caiu, entre 2010 e 2013, na região Norte, mas foi registrado como o mais expressivo do País, entre janeiro e dezembro do ano passado. Junto com a proporção de famílias com dívidas atrasadas do Nordeste (23,4%), o Norte (25,4%) superou a média nacional (21,2%) e os resultados das demais regiões. Sudeste (18,8%), Centro-Oeste (18,9%) e Sul (21,9%) apresentaram percentuais mais tímidos nesse quesito.
No entanto, o total de famílias nortistas sem condições de pagar as contas em atraso diminuiu de 8,9% para 3,4%, no período de 2010 a 2013. A região fechou o ano com o menor percentual do País (média nacional - 6,9%), atrás do Centro-Oeste (5,5%), do Sudeste (7,2%), do Nordeste (7,4%) e do Sul (8,8%).
De acordo com a CNC, as famílias nortistas estão otimistas em relação à sua capacidade de pagamento, apesar das informações apresentadas. Os dados regionais da oferta de crédito do Banco Central também mostram nessa região (Norte) a maior taxa de inadimplência, juntamente com o Nordeste, em relação às demais regiões (5,5% do saldo com atraso superior a 90 dias). No entanto, na região Norte, destaca-se uma desaceleração do ritmo de crescimento do saldo das operações de crédito e uma redução da taxa de inadimplência.
Na comparação entre os anos de 2012 e 2013, observou-se aumento do percentual de famílias endividadas, em todo o Brasil, que passou de uma média anual de 58,3% do total em 2012, para 62,5% de 2013. Essa tendência de aumento foi observada em todas as regiões, com exceção da região Sul, onde houve queda, mas que, entretanto, seguiu sendo a região com mais famílias endividadas.
Nível de endividamento
Na região Norte, 7% das famílias disseram estar muito endividadas, 39,3% responderam estar mais ou menos endividadas, 22,9% estavam pouco endividadas e 38,1% não têm dívidas desse tipo.
Em dezembro de 2013, a região na qual as famílias apresentaram melhor percepção em relação ao seu nível de endividamento foi a região Centro-Oeste, onde se observou a maior proporção de famílias pouco endividadas. Nessa região, 8,5% das famílias disseram estar muito endividadas, 13,4%, mais ou menos endividadas,47,1%, pouco endividadas e 30,7% declarou não ter dívidas  desse tipo.
A região Sul foi aquela na qual as famílias reportaram a pior percepção em relação a seu  endividamento. 16,3% das famílias nessa região disseram estar muito endividadas, enquanto 35,3% disseram estar mais ou menos endividadas e 22,2% pouco endividadas.
Em todo o Brasil o cartão de crédito foi a modalidade de financiamento mais citada pelas famílias entre seus principais tipos de dívida em todas as regiões. A região Nordeste se destaca com a maior proporção de famílias apontando ter dívidas no cartão (81,7%). Na região Sul observou-se a menor proporção (74%). Na região Norte, o percentual ficou em 74,2%.
O carnê é a segunda modalidade de endividamento em destaque entre as famílias endividadas em todas as regiões, com exceção da região Sul, que apresentou a menor proporção (citada por apenas 10,6% das famílias endividadas) e da região Sudeste (13,1%). Para esse tipo de dívida destaca-se a região Norte, onde 45,8% das famílias citaram os carnês entre seus principais tipos de dívida, a maior proporção entre regiões.
A maior incidência de famílias com dívidas em financiamentos de carro e de casa se deu na região Centro-Oeste, com respectivamente 23,3% e 9,3% do total. A menor foi na região Nordeste, com 3,8% e 2,5% do total. No Norte, as proporções foram registradas em 9,8% e 3,7%.
Dentre as famílias brasileiras com conta em atraso, o tempo médio de atraso relatado em dezembro de 2013 foi de 59,4 dias e 42,4% das famílias disseram ter atrasos superiores a 90 dias nos pagamentos. A região com o maior tempo médio de atraso entre as famílias inadimplentes foi a região Sul, com 63,9 dias. Na região Norte, as famílias relataram o menor tempo de atraso, com  55,6 dias.
O tempo médio de comprometimento com dívidas foi de 6,6 meses em dezembro de 2013. 29,6% das famílias brasileiras relataram ter comprometimento com dívidas superior a um ano. A região Centro-Oeste foi a que apresentou o maior tempo médio de comprometimento com dívidas entre os endividados (7,7 meses), enquanto na região nordeste foi observado o menor tempo médio (5,5 meses).
O comprometimento médio das famílias endividadas foi de 30,2% da renda mensal em dezembro de 2013. 21,8% das famílias brasileiras endividadas relataram ter mais da metade da renda comprometida com o pagamento de dívidas. A parcela média da renda comprometida com dívidas, na comparação regional, foi maior entre as famílias do Norte, com 33,8% da renda mensal. Na região Sudeste, a parcela média comprometida com dívidas foi a menor, na comparação regional, com 27,8% da renda

Sistema elétrico pode voltar a falhar em 2014, dizem peritos

O apagão que atingiu as regiões Sudeste, Sul, Centro-Oeste e parte do Tocantins nesta terça-feira indica que o sistema elétrico está operando no limite, segundo especialistas. Eles avaliam que — com o nível dos reservatórios das regiões Sul e Sudeste/Centro-Oeste baixando e o consumo batendo recordes — há probabilidade de novas ocorrências de cortes de luz no país ao longo do ano.
Na última segunda-feira, o nível dos reservatórios no Sudeste/Centro Oeste chegou a 39,6%, contra 40,8% da semana anterior. As duas regiões, que representam 60% do consumo nacional, atingiram recorde de consumo: foi às 15h33 de anteontem, chegando a 50.854 megawatts (MW). No Sul, o armazenamento das hidrelétricas ficou em 55% na segunda, contra 59,4% da semana passada. Já as usinas da Região Norte subiram para 64,1% e as do Nordeste avançaram para 42,8%.
Atraso em projetos
Para Ricardo Savoia, diretor de Regulação e Gestão em Energia da consultoria Thymos, como as chuvas do período úmido (entre novembro e fevereiro) não vieram, há incertezas:
— Ao longo de 2013 havia a expectativa de mais chuvas, o que não ocorreu. Muitos projetos de geração térmica e de linhas de transmissão não entraram em operação. Isso elevou o risco do setor. No ano passado, no momento mais crítico, o risco de déficit de energia foi de 18%. Hoje, está em 20%. Sabemos que o aceitável é 5%.
Savoia diz que a situação poderia ser mais grave se a indústria estivesse consumindo mais:
— Se as chuvas não vierem e se os projetos de geração térmica não entrarem em operação, como o previsto, a situação ficará mais delicada. A única notícia positiva é que os reservatórios no Nordeste quase dobraram neste mês em relação a dezembro.
O consultor Raimundo Batista avalia que está ocorrendo uma degradação acentuada do sistema elétrico:
— O sistema está chegando no limite. As condições mudaram muito rápido. Um indicativo são os preços de energia no mercado livre, que atingiram patamar recorde, no teto, em R$ 822,83 por MWh. O governo incentivou o consumo e não toma medidas para reduzi-lo, potencializado pelos aumentos na temperatura — diz, em referência à redução nas tarifas anunciada pela presidente Dilma Rousseff, em janeiro do ano passado.
Já para Luiz Pinguelli Rosa, diretor da Coppe/UFRJ, ainda há espaço para que o governo acione térmicas “mais custosas”, movidas a óleo combustível. Segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), as térmicas responderam por 18,06% (ou 13.254 MW) da energia consumida na última segunda-feira. O número é maior que a geração de Itaipu, com 10.616 MW (ou 14,46%). As hidrelétricas somaram 46.950 MW, cerca de 63,97%.
— O risco (de déficit de energia) é de 20%. É altíssimo. A temperatura elevada contribui para o aumento do consumo. O problema é o que vai acontecer nos próximos meses, com o ritmo de chuvas. É preciso saber como vai se comportar o consumo. Como não estamos no limite ainda, é cedo para saber se haverá racionamento. Mas há risco de mais apagões — diz Pinguelli.
Falta de eficiência
A preocupação é partilhada por Hermes Chipp, diretor-geral do ONS, que lembra que hoje só cinco termelétricas não estão ligadas: quatro no Nordeste e uma no Sudeste, que juntas têm capacidade de 400 MW, ou 2,6% do total das térmicas no país. Mas lembra que as chuvas ainda podem atenuar o problema:
— Há excesso de consumo e nível baixo dos reservatórios, mas em algum momento a chuva chegará.
Roberto D'Araújo, diretor do Instituto de Desenvolvimento Estratégico do Setor Energético (Ilumina), critica a falta de comunicação entre consórcios que constroem usinas e os que montam as linhas de transmissão:
— É preciso aumentar a eficiência energética entre as distribuidoras. Hoje, a perda de energia chega a 15%.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

MPE pede afastamento do prefeito

MPE pede afastamento do prefeito (Foto: Reprodução)
Para promotora, permanência de prefeito é nociva à comunidade (Foto: Reprodução)
O Ministério Público do Estado, por meio da promotora de Justiça Mônica Cristina Gonçalves Melo da Rocha, entrou com Ação Civil Pública pedindo o afastamento do prefeito Sérgio Hideki Hiura (PHS), do município de Santo Antônio do Tauá, nordeste do estado.
De acordo com a ação, os servidores públicos da área de educação ainda não receberam os meses de setembro e outubro e os da administração em geral estavam sem receber o salário do mês de outubro.
A promotoria de Santo Antônio do Tauá foi informada que o motivo dos atrasos no pagamento seria a demora no repasse de verbas pelo Governo Federal. No entanto, o MPE verificou no Portal da Transparência que o recurso Fundo de Participação dos Municípios (FPM), Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (FUNDEB) e o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) estão em dia com o município.
Para a promotora Mônica Rocha a permanência de Sérgio Hideki Hiura como gestor público “está sendo nociva não só aos funcionários públicos, mas à comunidade de modo geral que sofre com a falta de distribuição da maior parte da renda da cidade por tanto tempo”. 
(DOL com informações do MPE)

Discussão por causa de partidos termina em morte

No início da noite desta segunda feira (3), um homem morreu, na BR-010, em Santa Maria, nordeste paraense, após a discussão sobre as eleições municipais. Segundo testemunhas, os envolvidos no crime pertenciam a partidos diferentes.
O assassinato mostra um pouco a tensão presente no município depois das eleições do último domingo (2). A candidata a prefeitura Diana Sousa Melo (PR), obteve a maioria dos votos (51,27%), mas como teve o registro de candidatura indeferido, o porcentual foi computado como "votos nulos".
O outro candidato, Jorge Luís da Silva Alexandre (PSDB), teve 100% dos votos válidos, mas não poderá assumir a prefeitura. O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PA) informou, por meio de sua assessoria, que o caso deverá ser resolvido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Diana Melo entrou com recurso no TSE, e se deferido, ela será a eleita. Existe ainda a possibilidade de realização de novas eleições suplementares.O TRE informou que aguarda decisão da instância superior.
A prefeitura municipal está sob a gestão do presidente da Câmara dos Vereadores do município. 
(DOL com informações de Bruno Paraense/Diário do Pará)

Assassinos tentaram queimar corpo de vítima

Assassinos tentaram queimar corpo de vítima (Foto: Paulo Moraes/RBA TV)
No veículo, a polícia encontrou gasolina (Foto: Paulo Moraes/RBA TV)
Segundo a polícia, Sandra morreu asfixiada. Os assassinos tentaram atear fogo no veículo e no corpo. Os braços e parte do rosto da vítima tinham marcas de queimadura. 
Segundo a polícia, vítima morreu asfixiada (Foto: Paulo Moraes/RBA TV)
Ainda de acordo com a polícia, ela teria sido vista com vida, pela última vez, caminhando na área do Portal da Amazônia. 
A polícia ainda não tem pistas do suspeito e nem o que motivou o crime, mas no momento não descarta nenhuma linha de investigação. 
(Antonio Santos/DOL com informações de Dinan Laredo/RBA TV)

Dia Mundial do Câncer: campanha quer derrubar preconceitos

"Derrube os mitos!" é o slogan da campanha deste ano do Dia Mundial do Câncer, lembrado nesta terça-feira (4). Criado em 2005 pela União Internacional para o Controle do Câncer (Uicc), o objetivo da ação é disseminar conhecimento sobre os vários e diferentes tipos de tumores malignos e derrubar preconceitos a respeito da doença.
O primeiro mito, segundo a campanha, é o de que não se deve falar sobre o câncer, o segundo, de que câncer não tem sintomas ou sinais. O terceiro mito a ser derrubado é o de que não há nada que se possa fazer contra a doença.
De acordo com o coordenador de Prevenção e Vigilância do Instituto Nacional do Câncer (Inca), Claudio Noronha, o desconhecimento é um dos maiores vilões na luta contra a doença que, a cada ano, provoca cerca de 8 milhões de mortes no mundo. 
“A falta de conhecimento e o medo causam verdadeiras barreiras para o tratamento. Por isso, o conhecimento é um elemento importantíssimo para o controle do câncer e essa campanha é muito válida” comentou.
O médico ressaltou que metade dos cânceres pode ser evitada com mudanças no estilo de vida, como é o caso do tabagismo. Não é a toa que, no mundo todo, o câncer de pulmão é o mais frequente”, disse ele, ao ressaltar que no Brasil, devido ao controle do tabagismo, esse tipo de câncer já não figura em primeiro lugar. “Muitas vezes, a pessoa não consegue fazer isso sozinho, mas é preciso buscar ajuda, buscar o serviço de saúde”.
Noronha acrescentou que a obesidade é outro fator de risco, que pode ser prevenido com boa alimentação e atividade física, e lembrou que o uso do protetor solar pode evitar o câncer de pele. “Apenas 10% a 15% do total dos cânceres são de causa hereditária. A maior parte da incidência está ligada ao ambiente, ao estilo de vida”, esclareceu. “São coisa que agridem seu organismo a vida inteira e você acaba perdendo a batalha para essa agressão”.
O quarto e último mito abordado na plataforma da campanha é o de que muitos não têm direito a tratamento. A organização garante que todos têm esse direito, mas admite que, na prática, as injustiças sociais impossibilitam que milhões de cidadãos tenham acesso aos tratamentos por serem pobres.
“Em muitos países, esse é um problema sério. O Brasil oferece tratamento gratuito na rede pública, com uma cobertura importante, mas algumas pessoas, por falta de informação, não procuram o serviço por achar que não terão como ser tratadas”, observou Guimarães.
No Brasil, os tipos da doença mais incidentes são na próstata, em homens, de mama, reto, cólon e colo do útero, nas mulheres. No caso da mama, há várias formas de prevenção como vida saudável e exames periódicos, como a mamografia.
A ginecologista Maria José de Camargo, do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira, lembra que no caso do câncer de colo de útero cabe às mulheres se cuidar. Isso pode evitar que o Brasil tenha 16 mil novos casos diagnosticados desse tumor maligno em 2014, como prevê o Ministério da Saúde. Esse tipo de câncer é o terceiro mais frequente na população feminina, perdendo apenas para os de mama,  cólon e reto.
“O câncer pode ser prevenido, se você tiver um bom rastreio. É de evolução muito lenta, pode levar mais de uma década, então se você identifica na mulher lesão pré-maligna, no preventivo, também conhecido como Papanicolau, e se essa mulher for bem avaliada e tratada, ela tem menos de 5% de chance de desenvolver o câncer de colo de útero. Se a mulher não se tratar, as chances de cura são 30%”, disse a ginecologista.
Para a médica, o alto número de casos no país reflete uma situação de subdesenvolvimento econômico. Uma das evidências, segundo ela, é o fato de os maiores índices nacionais virem das regiões Norte e Nordeste, que têm os menores indicadores socioeconômicos. “Ou a mulher não faz o exame ou, quando faz e descobre o pré-câncer, não é tratada. Ela não segue uma cadeia de atendimento ou por desinformação ou por falta de serviço de saúde adequado. Nos países mais ricos, há poucos casos desse tipo de câncer”, lembrou.
Maria José destacou que uma estratégia eficaz para o combate da doença é a busca ativa, em que  laboratórios ou médicos entram em contato com as mulheres cujo exame preventivo apontou pré-câncer. “São pequenas cirurgias  no colo do útero”, explicou, acrescentando que o procedimento é bem menos doloroso que o tratamento contra o câncer, mais barato e com quase 100% de cura. Ela elogiou a iniciativa do Ministério da Saúde de incluir, a partir de 10 de março, na rede pública a vacina contra alguns tipos de HPV para pré-adolescentes, de 11 a 13 anos, responsáveis por mais de 70% dos casos de câncer de colo de útero.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), as infecções causadas pelos vírus das hepatites B e C e o do papiloma humano (HPV) são responsáveis por 20% das mortes por câncer nos países de baixa e média renda e de 7% nos países de alta renda.
Ainda segundo a OMS, nas Américas, o câncer representa a segunda causa de morte,  com  2,5 milhões de novos casos e 1,2 milhão de mortes em 2008, sendo 45% na América Latina e no Caribe. A previsão é que em 2030 a mortalidade por câncer atinja 2,1 milhões de pessoas nas Américas.
Para o professor associado de cirurgia do aparelho digestivo do Departamento de Gastroenterologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), Ulysses Ribeiro Júnior, o preconceito é outro fator negativo para a prevenção. “No caso de câncer de cólon, hoje muito frequente na nossa população, todo indivíduo com 50 anos de idade deveria fazer um exame de sangue oculto nas fezes e, a partir dos casos positivos, uma colonoscopia, mas a população tem medo, tem vergonha e isso atrapalha”, comentou, ao lembrar que esse tipo de câncer é o quarto mais comum entre os homens. “Às vezes, não basta o conhecimento. O indivíduo sente uma dorzinha e vai deixando até ficar no estágio avançado e o tratamento é muito mais agressivo”, completou.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Cigarros e educação pressionam a inflação, diz FGV



O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) encerrou o mês de janeiro com variação de 0,99% e aumento de 0,06 ponto percentual sobre a última apuração. No acumulado dos últimos 12 meses, o índice atingiu 5,61%. Metade dos oito grupos pesquisados apresentou acréscimos segundo o levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV).
O grupo educação, leitura e recreação foi o que indicou a maior elevação, 4,47% ante 3,16%. Entre os motivos estão o reajuste no valor cobrado para os cursos formais que subiram em média 9,07% ante uma alta de 6,62%. A inflação também reflete a alta observada no grupo despesas diversas (de 1,95% para 2,94%) e a maior pressão teve origem nos cigarros em alta de 6,03% ante 4,02%.
Em habitação, o índice teve variação de 0,71% ante 0,63% sob a influência, principalmente, dos gastos com mensalidade de empregada doméstica ( de 1,35% para 1,65%). No grupo comunicação ocorreu alta de 0,14% ante 0,06%, com destaque para os pacotes de telefonia fixa e internet (de 011,% para 0,53% ).
Em sentido contrário, o grupo vestuário acentuou a queda média de preços (de -0,28% para -0,30%), resultado do período de liquidações da moda primavera-verão. Nos demais grupos ocorreram decréscimos: transportes (de 0,91% para 0,62%); alimentação (de 1,10% para 0,93%);saúde e cuidados pessoais (de 0,48% para 0,47%).
Os cinco itens que mais influenciaram a inflação no período foram: curso de ensino superior (de 6,14% para 8,24%; cursos de ensino fundamental (de 7,42% para 10,07%); cigarros (de 4,02% para 6,03%); refeições em bares e restaurantes ( de 0,63% para 0,88%) e automóvel novo (de 1% para 1,44%).

Parlamentares voltam ao trabalho e definem prioridades

Deputados e senadores retomam hoje (3) os trabalhos no Congresso Nacional com o desafio de concluir votações iniciadas no ano passado e colocar em dia a pauta de medidas provisórias e vetos presidenciais. Às 16h, uma sessão solene vai marcar a abertura do ano legislativo. Os líderes das duas Casas devem dedicar os primeiros dias da semana à definição do que é prioridade este ano, que terá grandes eventos como os jogos da Copa do Mundo, em junho, e a eleição presidencial em outubro.
Do Planalto, líderes do governo já receberam as primeiras orientações na semana passada, durante uma reunião com a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti. A intenção do governo é avançar na discussão de projetos urgentes, como o que trata do marco civil da internet, e de 14 medidas provisórias (MPs).
CPC e Marco Civil da Internet são prioridades na reabertura do Congresso
Duas MPs agravam os problemas da pauta de votações das duas Casas, mas estão mais próximas de serem concluídas. A MP 625/2013, que concede crédito extraordinário para o Ministério de Minas e Energia no valor de R$ 60 milhões, tranca a pauta da Câmara e perde a validade se não for aprovada até 10 de fevereiro. Na mesma situação, a MP 626/2013, que prevê crédito extra para o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) no valor de R$ 2,5 bilhões, tranca a pauta do Senado e a data limite para a aprovação é 3 de abril.
As outras medidas provisórias foram editadas durante o recesso parlamentar, como a MP 630, que trata da contratação de obras de construção e reforma de presídios por meio do Regime Diferenciado de Contratações Públicas (RDC), e a MP 631/13, que amplia a modalidade do RDC, considerada mais rápida, para obras de prevenção, resposta e recuperação em locais atingidos por catástrofes.
O governo também pediu que os líderes da base aliada redobrem esforços para manter os vetos feitos pela presidenta Dilma Rousseff a matérias aprovadas pelo Legislativo. No próximo dia 18, os parlamentares vão analisar restrições feitas pelo Planalto a quatro projetos. O primeiro deles, que trata da criação de novos municípios (PL 416/08), foi integralmente derrubado pela Presidência da República, que justificou que a medida poderia criar novas despesas e não contemplar os interesses da população.
O governo também anulou totalmente a matéria que regulamenta a profissão de motorista de veículos de emergência, como ambulâncias (PL 719/10), por restringir contratações prejudicando alguns municípios, e o projeto que obriga a pintura de faixas de pedestres em um raio de um quilômetro em torno de escolas (PL 4268/08). O projeto, segundo a presidenta, não especifica critérios técnicos.
Deputados e senadores também vão definir como ficará o projeto que regulamenta o funcionamento de instituições comunitárias de Educação Superior (PL 7639/10). O texto sofreu três vetos a artigos que poderiam comprometer a expansão da rede pública federal.

Analistas preveem recuo de inflação para 6% em 2014

Os investidores e analistas do mercado financeiro refizeram as estimativas para a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e já admitem um recuo de 6,02% para 6% em 2014. A expectativas do setor estão no relatório Focus , divulgado semanalmente pelo Banco Central (BC). Por outro lado, a estimativa para o câmbio piorou: a relação entre a moeda norte-americana e o real passou de R$2,45 para R$ 2,47 no fim do ano.
A taxa básica de juros (Selic) , na percepção do mercado financeiro, deverá fechar 2014 em 11% ao ano, com a Dívida Líquida do Setor Público passando de 34,8%  para 34,9% em proporção ao Produto Interno Bruto (PIB), que foi mantido em 1,91%. A produção industrial, por sua vez, deverá cair mais do que o previsto no último boletim, divulgado na semana passada, descendo de 2,2% para 2%.
Nas contas externas, o déficit em conta corrente permanece em US$ 73 bilhões, com o saldo da balança comercial sendo projetado em US$ 8,25 bilhões ante os US$ 8 bilhões da estimativa anterior. Os investimentos estrangeiros diretos passam também de US$ 57,5 bilhões para US$ 58 bilhões