segunda-feira, 23 de setembro de 2013

"Não me vejo ainda como mulher", diz Marquezine


  • Segundo o site UOL, no ano em que completou 18 anos, a atriz  Bruna Marquezine assumiu um relacionamento sério com o jogador Neymar, estrelou uma novela no papel de uma periguete e ainda participou de uma competição de dança em um programa de televisão.
"Este ano foi bem importante para mim. Começou com a personagem Lurdinha, que o público passou a me ver como mulher, até o meu namoro e tudo o que veio em seguida", relembrou a atriz.
"Quando somos crianças não lidamos com isso, mas não me vejo ainda como uma mulher, sou uma jovem de 18 anos", afirmou.

Laudo aponta doença mental e compara filho de PMs a Dom Quixote

3/09/2013 07h03 - Atualizado em 23/09/2013 08h17

Psicopatologia fez Marcelo Pesseghini ter delírios e confundir realidade.
Lesão cerebral e jogos violentos contribuíram para crimes, diz documento.

Kleber TomazDo G1 São Paulo

Pesseghini (Foto: Reprodução/ TV Globo)Laudo psiquiátrico será anexado ao inquérito poli-
cial sobre mortes (Foto: Reprodução/ TV Globo)
O laudo psiquiátrico sobre o perfil de Marcelo Pesseghini aponta que complicações de uma doença mental aliadas a fatores externos levaram o adolescente de 13 anos a matar toda a família e cometer suicídio em 5 de agosto em São Paulo. De acordo com o documento, o estudante sofria de uma “encefalopatia hipóxica” (falta de oxigenação no cérebro) que o fez desenvolver um "delírio encapsulado” (tinha ideias delirantes). E que também foi influenciado por games violentos.
Assinado pelo psiquiatra forense Guido Palomba, o laudo compara essa perda da noção de realidade vivida por Pesseghini com a do personagem Dom Quixote. No livro, o personagem de Miguel de Cervantes y Saavedra começa ler romances e perde o juízo. Acredita que as histórias que leu foram reais e decide se tornar um cavaleiro andante e parte pelo mundo para viver seu próprio romance.
O laudo aponta que, durante uma complicação em um procedimento hospitalar aos 2 anos de idade, Marcelo ficou momentaneamente sem oxigênio no cérebro e sofreu uma lesão hospitalar. Após o ocorrido, Marcelo sofreu a encefalopatia e passou a ter delírios, inclusive na adolescência.
De acordo com o laudo, recentemente Marcelo confundiu ficção com realidade e quis se tornar justiceiro. Ele criou um grupo imaginário de assassinos de aluguel e passou a usar um capuz, tudo isso inspirado no personagem de um videogame violento. Para concretizar seu sonho, no entanto, era preciso eliminar alguns “obstáculos”: seus familiares superprotetores, de acordo com o laudo.
Depois disso, como seus amigos de escola não acreditaram que Marcelo assassinou a família e não quiseram fugir com ele, o psiquiatra avalia que ele se matou, “não por arrependimento, mas por fracasso”.
G1 teve acesso ao perfil psicológico do adolescente feito a pedido da Polícia Civil. O documento, concluído na quarta-feira (18), tem o objetivo de saber o que levou Marcelo a usar a pistola .40 da mãe para executar os pais, que eram policiais militares, a avó materna e a tia-avó,e se matar depois.
O laudo concluiu que “a motivação do crime foi psicopatológica”. O relatório já está com o Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) para ser anexado ao inquérito, que irá concluir que o adolescente matou a família e se suicidiou. O prazo para a conclusão do inquérito já expirou e foi prorrogado até 5 de outubro - e poderá ser prorrogado novamente por mais 30 dias.

As 35 páginas do chamado “exame de insanidade mental póstumo retrospectivo” foram feitas a partir de análises baseadas em depoimentos e entrevistas de testemunhas que conviveram com Marcelo - médicos que cuidavam dele, colegas de classe, professores, outros parentes e exames periciais sobre as mortes.

O documento sustenta a tese da investigação: Marcelo matou o pai, o sargento das Rondas Tobias de Aguiar (Rota), Luís Marcelo Pesseghini, de 40 anos; a mãe, a cabo Andréia Bovo Pesseghini, de 36; a avó-materna Benedita de Oliveira Bovo, 65; e a tia-avó Bernadete Oliveira da Silva, 55. Depois, o adolescente dirigiu o carro da mãe até uma rua próxima ao colégio onde estudava, dormiu dentro do veículo, e foi para a aula. Lá, contou para os amigos que havia matado a família, mas ninguém acreditou. Em seguida, voltou para a residência e se matou. Todos foram mortos com tiros na cabeça
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sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Rádio Sorriso FM é um dos destaques da Terceira FECIG

Na noite de ontem quinta-feira dia 19, aconteceu à abertura da terceira edição da Feira do Comércio e Comércio de São Miguel do Guamá-FECIG. O público compareceu em grande número para prestigiar a primeira noite do evento, que conta com diversas atrações musicais, sendo elas, locais, regionais e com participação de sons mecânicos. A grande atração da noite de ontem ficou por conta do cantor Sertanejo Thiago Costa, que pela segunda vez consecutiva participa do evento.

Este ano cerca de 30 empresas de vários segmentos fecharam parceria com a FECIG. Ontem a entrada para a primeira noite do evento foi gratuita, hoje tem Scorpion Saudades, que começará a animar o público presente às 16 horas, a noite acontece o show do cantor Guamaense Miguelzinho do Arrocha e Viviane Batidão.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Caso Dorothy Stang: Vitalmiro Bastos de Moura será julgado hoje

Vitalmiro Bastos de Moura é acusado de mandar matar a missionária norte-americana Dorothy Stang em 12 de fevereiro de 2005

19/09/2013 - 08:18 - Pará
Acusado de ser o mandante da morte da missionária norte-americana Dorothy Stang, assassinada em 12 de fevereiro de 2005, em Anapu, sudoeste do Pará, o fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura, o "Bida" será submetido ao seu quarto júri hoje - o oitavo relacionado ao caso Dorothy. O começo da sessão está marcado para as 8 horas, sob a presidência do juiz Raimundo Moisés Alves Flexa, no plenário Elzaman Bittencourt, no Fórum Criminal de Belém, localizado na Cidade Velha.

Na última sessão, realizada em 12 de abril de 2010, os jurados condenaram "Bida", mas ele recorreu e conseguiu anular o resultado no Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília. O Conselho de Sentença, hoje, será formado a partir de sorteio de sete integrantes, de uma lista com 25 jurados efetivos que estarão presentes no início da sessão. Caso queiram, promotoria e defesa poderão desistir de até três sorteados cada. O julgamento é aberto à população e também pode ser acompanhado on line, pelo portal do Tribunal de Justiça do Estado do Pará (www.tjpa.jus.br).


As polícias Civil e Federal, que investigaram o crime, apontaram Rayfran das Neves Sales e Clodoaldo Batista como os autores da execução da freira. Os dois indicaram Amair Feijoli Cunha, o "Tato", como intermediário do assassinato de Dorothy, e disseram que o fazendeiro Vitalmiro e Regivaldo Pereira Galvão, o "Taradão", pagariam pela execução. As investigações apontaram que o crime ocorreu porque os fazendeiros tinham interesse nas terras destinadas ao assentamento de colonos, para implantação do Projeto de Desenvolvimento Sustentável (PDS), coordenado pela missionária.

Promotor de justiça do caso, Edson Augusto de Souza atuará em conjunto com advogados assistentes de acusação, habilitados pela família da vítima. O representante do Ministério Público do Estado do Pará requereu a substituição do delegado da Polícia Federal Ualame Machado pelo também delegado Waldir Freire Cardoso, este da Polícia Civil.

O advogado Arnaldo Lopes de Paula, que atua em defesa de "Bida", requereu, entre as testemunhas, o ex-policial federal Luiz Fernando Raiol, além de Rayfran das Neves Sales e Amair Feijoli da Cunha. Os dois últimos já foram condenados pelo assassinato da freira. O advogado requereu também a inclusão de documentos que usará na defesa do fazendeiro, entre os quais reportagens, além da validação da Ação Cautelar de Justificação, movida pelo ex-policial federal perante a justiça e que conta mais uma versão sobre a morte de Dorothy, inocentando o fazendeiro.

Outro apontado como mandante do crime é "Taradão", acusado de prometer recompensa para quem matasse a freira, que realizava trabalho social e voluntário na região de Anapu. Ele está recorrendo em instância superior da decisão de pronúncia do juiz do 1º grau para ser submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri. Pelo assassinato, foram denunciados Rayfran das Neves Sales, Amair Feijoli da Cunha, Vitalmiro Bastos de Moura e Regivaldo Pereira Galvão.

Fonte: Jornal Amazônia
Foto: Tarso Sarraf (O Liberal)

Em Paragominas homem é preso acusado de estupro de criança


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Valdeci da Cunha Matos, de idade entre 35 e 40 anos de idade foi preso no início da semana sob a acusação de ter estuprado uma criança de apenas nove anos de idade, na residência de um religioso, no bairro Promissão III, em Paragominas.
Segundo informações, Valdeci estava em situação financeira difícil, sem emprego e sem amparo. O religioso, de uma igreja evangélica, compadecido com a situação do homem, resolveu ajudá-lo trazendo-o para Paragominas e abrigando-o em sua residência, sem ao menos desconfiar que estava diante daquele que seria o abusador de sua própria filha. Um pedófilo sem escrúpulos.
Durante a noite, no início desta semana, Valdeci da Cuna Matos esperou que a família dormisse, depois das orações de praxe, foi até o quarto da menina e lá, ameaçando-a a estuprou. Mesmo sob ameaça, a criança denunciou o abuso ao pai imediatamente e este acionou Polícia Militar. Valdeci, diante da situação resolveu fugir, mas foi alcançado pela viatura da PM em frente ao Detran, na Avenida Presidente Vargas. Sua intenção era ir até a Rodoviária e de lá sumir para outro município.
O pedófilo foi preso em flagrante e encaminhado à 13ª Seccional de Paragominas onde, depois da tomada do seu depoimento, foi encaminhado para o Centro de Recuperação Regional de Paragominas, sob a acusação de estupro de vulnerável.
Esta situação corrobora com as orientações dos especialistas que estudam as ações dos pedófilos quando afirmam que os que tem este tipo de distúrbio estão sempre próximos das famílias e são os mais perigosos. Portanto, é preciso sempre estar atento ao que acontece com as crianças dentro de casa.

Fonte : Jorgequadros.com.br


Segunda semana de Rock in Rio começa com Metallica e rock pesado


Cidade do Rock se prepara para 
mais um fim de semana de shows (Reprodução/TV Globo)

Após um primeiro fim de semana dedicado ao rock mais alternativo (Muse, Florence and the Machine) e ao pop (Beyoncé, Ivete, Justin Timberlake), o Rock in Rio volta com mais peso em sua segunda semana. Nesta quinta-feira de festival, as camisas pretas devem ser figurino predominante pela primeira vez nesta edição.
O Palco Mundo aposta em atrações que foram bem em 2011, para fechar e abrir a programação. Quem abre o dia é o Sepultura, acompanhado do Tambours Du Bronx, parceria que chamou a atenção no Palco Sunset e foi "promovida" neste ano. A última atração da noite é o Metallica. A clássica banda californiana de thrash metal tocou por mais de duas horas na edição passada do Rock in Rio. O repertório teve "Master of puppets", "Fuel", "Sad but true" e "Seek and destroy", deixada para o fim da apresentação.
As outras atrações do Mundo vão pelo grunge (Alice in Chains) e pelo metal performático (Ghost). O Alice in Chains teve boa recepção quando tocou no SWU, festival em Paulínia, em 2011. William DuVall é o vocalista desde 2005, no lugar de Layne Staley, morto em 2002, vítima de overdose de cocaína e heroína. "Man in the box", "Rooster", "No excuses" e "Would?" são esperadas.
O Ghost tem a missão de ser o Slipknot deste ano. Assim como o grupo destaque de 2011, os suecos têm performance cheia de pose, rostos mascarados e som apreciado por fãs de heavy metal. O sexteto é liderado por um Papa "macabro" e os outros integrantes são chamados de "bestas sem nome". "Fazemos um show de rock de horrores", resumiu o guitarrista ao G1.

OPERAÇÃO DA PF,CUMPRE MAIS DE CEM MANDATOS EM NOVE ESTADOS


Alvos são quadrilhas de lavagem de dinheiro e desvio de recursos.
Só no Distrito Federal 16 pessoas foram presas, segundo a PF.

Do G1, em Brasília

A Polícia Federal deflagrou no início da manhã desta quinta-feira (19) uma operação que cumpre 27 mandados de prisão e 75 de busca e apreensão no Distrito Federal e  em nove estados do país: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Maranhão, Amazonas e Rondônia.
De acordo com a PF, o objetivo da operação, batizada de Miquéias, é desarticular duas organizações criminosas com atuações distintas: uma envolvida em lavagem de dinheiro e a outra acusda de má gestão de recursos de entidades previdenciárias públicas. Essa é a primeira operação da história da PF no combate a esta espécie de crime, segundo a corporação.
A PF informou que só no Distrito Federal 16 pessoas foram presas. Dois dos presos são delegados da polícia civil, que ainda não tiveram os nomes divulgados.
A investigação, de acordo com a polícia, começou há um ano e meio para apurar lavagem de dinheiro por meio da utilização de contas bancárias de empresas de fachada ou fantasmas, abertas em nome de “laranjas”.
A PF disse que detectou a existência de um "verdadeiro serviço de terceirização para lavagem do dinheiro proveniente de crimes diversos". Nos dezoito meses de investigação, a polícia estima que foram sacados mais de R$ 300 milhões de reais nas contas dessas empresas.
Nas investigações foi detectado também pela PF que policiais civis do DF eram responsáveis pela proteção da quadrilha.
A polícia descobriu ainda que a organização criminosa aliciava de prefeitos e gestores de Regimes Próprios de Previdência Social para que eles aplicassem recursos das respectivas entidades previdenciárias em fundos de investimentos com papéis geridos pela quadrilha, o que configurava o desvio dos recursos. Os prefeitos e gestores dos regimes próprios de previdência eram remunerados com um percentual sobre o valor aplicado.
De acordo com a polícia, foram confirmadas irregularidades especificamente nos Regimes Próprios de Previdência Social das seguintes prefeituras: Manaus/AM, Ponta Porã/MS, Murtinho/MS, Queimados/RJ, Formosa/GO, Caldas Novas/GO, Cristalina/GO, Águas Lindas/GO, Itaberaí/GO, Pires do Rio/GO, Montividiu/GO, Jaru/RO, Barreirinhas/MA, Bom Jesus da Selva/MA e Santa Luzia/MA.
Os presos devem responder por gestão fraudulenta, operação desautorizada no mercado de valores mobiliários, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e falsidade ideológica
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quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Namorado é preso suspeito de matar mulher e 4 filhos na Grande SP

18/09/2013 06h55 - Atualizado em 18/09/2013 07h19

Prisão de boliviano havia sido decretada nesta terça-feira (17).

Corpos foram encontrados em apartamento em Ferraz de Vasconcelos.

Do G1 São Paulo

O namorado da mulher encontrada morta com os quatro filhos em Ferraz de Vasconcelos, na Grande São Paulo, foi preso após prestar depoimento nesta terça-feira (17). Os corpos foram encontrados por ele na madrugada. De acordo com o Bom Dia São Paulo, o boliviano Alex Guinone Petraza, de 33 anos, estava preso na cadeia pública deSuzano, na região metropolitana, na manhã desta quarta-feira (18). Ele deve ser levado para uma prisão em Mogi das Cruzes.
Segundo os investigadores da Polícia Civil, há indícios de que Petraza tenha matado Dina Lopes da Silva, de 42 anos, e os quatro filhos dela,  três meninas de 7, 11 e 16 anos, um menino de 12 anos. Os corpos foram achados no apartamento onde moravam.
Petraza disse, em depoimento, que pediu ajuda ao vigia do prédio para arrombar a porta do apartamento onde Dina e os filhos moravam porque ninguém atendia à campainha - e que não entrou no local.
Mas, de acordo com a polícia, na sola do sapato dele havia resíduos encontrados dentro do apartamento. Os policiais descobriram também que Dina fez três queixas de agressão contra o namorado. A última foi há dois anos.
A causa das mortes ainda não foi divulgada. A suspeita é de que eles tenham sidoenvenenados ou asfixiados, segundo o delegado Itagiba Franco, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). No entnato, somente a análise das provas determinará o que aconteceu.

'Gordo' é preso por tramar morte de delegado

Quarta-Feira, 18/09/2013, 06:34:53 - Atualizado em 18/09/2013, 06:34:53


'Gordo' é preso por tramar morte de delegado (Foto: Paulo Allan Queiroz/Diário)
(Foto: Paulo Allan Queiroz/Diário)
A Polícia Civil deteve em Castanhal, nordeste do Estado, um homem suspeito de articular a morte de um delegado da cidade. Ele estaria oferecendo R$ 20 mil para quem tivesse a coragem de executar o diretor da 12ª Seccional do Jaderlândia. 
Era um plano audacioso e ao mesmo tempo suicida. Assim ficou conhecido o objetivo de Anderson Silva da Silva, conhecido por “Gordo”, que era de matar o delegado Paulo Henrique, que está a frente da 12ª Seccional do Jaderlândia. “Gordo” é considerado um dos maiores traficantes do bairro e estava tendo problemas com a polícia, depois que várias cargas de entorpecentes foram apreendidas e traficantes que seriam distribuidores para a boca de fumo de “Gordo” foram presos. Com tantos prejuízos, não coube outra alternativa para o criminoso, a não ser de matar o então responsável por essas prisões, o delegado Paulo Henrique.
“Gordo” elaborou todo plano audacioso, mas faltava o responsável pela ação. De tanto procurar e comentar que mataria o delegado, as conversas acabaram chegando à Delegacia de Homicídios, que investigava alguns crimes que aconteceram no Conjunto Bom Jesus e na invasão da Portelinha, onde o principal suspeito era justamente o “Gordo”. A Delegacia de Homicídios passou as informações de ameaça ao delegado Paulo Henrique, que montou uma grande operação para prender o acusado. Na começo da tarde de ontem, a Polícia Civil, através da Superintendência do Salgado e Seccional do Jaderlândia foi no local onde o suspeito estava escondido. 
“Tivemos cautela na operação, pois tínhamos a informação de que o “Gordo” estava armado de pistola e cartucheira, armas essas usadas para matar seus rivais. Fomos disfarçados e ao constatar que o acusado estava na residência demos voz de prisão, ainda tentou correr só que todo o lugar estava cercado”, contou o Superintendente da Zona do Salgado, delegado Luiz Xavier.
Ao ser encaminhado a delegacia “Gordo” negou as acusações. “Tá louco! Nunca comentei e nem faria isso”, disse o acusado. Para o delegado Paulo Henrique, as ameaças aconteceram depois que um dos comparsas de “Gordo” foi preso e vários entorpecentes apreendidos. “Isso é resultado de um trabalho feito em parceria com a PM. Estamos intensificando o combate ao tráfico de drogas na periferia da cidade e a bandidagem esta ficando mordida. No caso do “Gordo” infelizmente ele não reagiu a prisão como queríamos. Pois sabíamos que ele tinha um grande poderio de fogo. Queríamos ver se ele é realmente o doido da história que manda matar policial. Foi preso e vamos pedir mais uma vez sua prisão preventiva”, disse o Diretor da 12ª Seccional do Jaderlândia, delegado Paulo Henrique.
Esta é a segunda ameaça sofrida por delegados em Castanhal. A primeira um bandido ameaçou o superintendente de morte, prometendo comer seu coração com farinha e limão. “Quem tem que ter medo é a bandidagem. A polícia está para fazer seu papel. Se por acaso sofrermos uma baixa vamos revidar a altura. Que isso sirva de exemplo para os outros vagabundos que pensam que estão acima da lei”, disse Luiz Xavier. Já o Diretor da Seccional do Jaderlândia disse que o sentimento de revolta, por ter sido ameaçado por um bandido, dá lugar ao de dever cumprido. 
“É revoltante trabalharmos com honestidade, cumprindo nosso papel de policial e ver esses criminosos ameaçando a gente. Mas isso é a minoria que tem essa atitude, felizmente não tivemos nem uma baixa nessa operação e nem precisamos derrubar ninguém, mas quero deixar claro que essa minoria vai espernear e vamos continuar jogando na cadeia”, concluiu o delegado Paulo Henrique.
(Diário do Pará)

John Lennon é executado com quatro tiros

Quarta-Feira, 18/09/2013, 06:30:46 - Atualizado em 18/09/2013, 06:30:46

John Lennon é executado com quatro tiros (Foto: Mauro Ângelo/Diário do Pará)
(Foto: Mauro Ângelo/Diário do Pará)
Com quatro tiros à queima roupa foi assassinado por voltadas 13h de ontem o jovem John Lennon Alexandrino Costa, de 22 anos, chamado de “Leno”, num local apelidado por alguns moradores como “Beco da Noia”, localizado na rua Variante com passagem São Paulo, bairro Ariramba, em Mosqueiro. Ele foi executado enquanto estava na casa da namorada após ser atraído para fora por um colega, segundo a companheira e testemunha ocular do crime.
Conforme relatou à polícia, a mulher alega ter visto Leno ser chamado para fora da casa dela para conversar, convidado por um homem identificado por ela apenas pelo prenome “Willian”. Este teria feito a “casinha” para o atirador ainda não identificado efetuar cinco disparos, sendo quatro com endereço certo. Logo em seguida a dupla fugiu sem que ela pudesse precisar de qual forma, se com veículo auto motivo, a pé ou de bicicleta.
Segundo parentes de Leno, o próprio era usuário de entorpecentes e por conta disso teria assassinado uma desafeto em 2010. “Ele precisou matar o traficante antes que fosse morto por ele”, confessou uma tia. O caso foi registrado na Seccional Urbana de Mosqueiro e a Polícia Civil deve agora apurar o caso para descobrir a autoria dos disparos, conseguir a qualificação completa de Willian e desvendar qual teria sido o motivo da provável execução.
“Nós também ouvimos por aqui uma história de que o ex-marido da companheira da vítima era muito ciumento e poderia ter mandado matá-lo, mas isso são só boatos contados pelo povo por enquanto”, compartilhou o cabo P. Nascimento, quem ao lado da cabo Ruth, ambos da viatura 6207, garantiram a integridade da cena do crime.
Solidariedade
em geral existem muitos símbolos de humanidade nos locais manchados por violência extrema. Não existe crueldade maior do que ceifar a vida, maior bem de qualquer existência, e no Brasil em geral essas ações são cometidas nas periferias, morros e baixadas, locais com pouquíssima infraestrutura, com falta de políticas públicas e muita gente carente de direitos, e consequentemente muitas pessoas em franco conflito com a lei. Mas mesmo com esse estigma de que quem morre é bandido, é possível reconhecer o cuidado das pessoas em alguns simples gestos.
Em geral é com lençol claro que os corpos são cobertos para ficarem o mínimo possível expostos à curiosidade alheia, muitas vezes por pessoas sem qualquer grau de parentesco. Porém, o corpo de John foi envolvido por uma manta mais escura e um guarda sol grande, tudo para proteger aquele corpo já sem vida do sol que aquecia sem o filtro de nuvens a ilha de Mosqueiro no início da tarde de ontem. Ou seja, logo após alguém considerar a vida dele menos importante comparada a uma quantia em dinheiro ou a algum tipo de desavença, alguém demonstrou respeitar a dignidade humana dele mesmo após a morte e o protegeu como pôde.
Antes, porém, a companheira dele também fora amparada, foi oferecida ajuda, cadeira, água, e ela certamente teria colo se desmaiasse. Auxílio oferecido por quem simplesmente estava perto, independentemente do que e quem ela fosse, como é comum, aliás, ocorrer em locais de execução. Onde muitos só conseguem enxergar selvageria e egoísmo, também é possível enxergar humanidade e solidariedade gratuita.