terça-feira, 25 de março de 2014

Equipes procuram 176 desaparecidos após deslizamento nos EUA

Oito pessoas ficaram feridas e vários imóveis foram destruídos


Por: O Globo
Equipes de resgate vasculham a lama e os escombros nesta terça-feira (25) em busca de sobreviventes do deslizamento de terra do fim de semana no noroeste dos Estados Unidos. Mas a chance de encontrar vítimas com vida é cada vez menor.
Pelo menos 14 pessoas foram declaradas mortas no acidente, mas 176 outras permanecem desaparecidas desde que as chuvas fizeram um morro desmoronar engolindo dezenas de casas nos arredores da localidade de Oso.
Agora, há também temores de que uma inundação complique os trabalhos de resgate, já que a água está subindo por trás da barreira de lama e entulho acumulados no rio Stillaguamish, perto da área do deslizamento, a cerca de 90 quilômetros de Seattle.
As autoridades esperam que o número de desaparecidos diminua, pois muita gente teria sido contabilizada duas vezes na lista ou teria demorado a avisar parentes e autoridades sobre o sumiço. As equipes de resgate, que usam cães, máquinas e aeronaves, não conseguiram encontrar mais ninguém na manhã de hoje. 
"É um momento extremamente difícil e emotivo para as famílias e amigos daqueles que foram impactados pelo deslizamento de Oso", disse o governador do Estado de Washington, Jay Inslee, em nota.
O presidente Barack Obama, em visita à Europa na última segunda-feira, assinou uma declaração de emergência ordenando que o governo federal forneça assistência aos esforços estaduais e locais de resgate, segundo a Casa Branca.

segunda-feira, 24 de março de 2014

FIM DE SEMANA SANGRENTO EM SÃO MIGUEL DO GUAMÁ

Final de semana com um acidente e um homicídio !



mariano vitima de acidente de moto


















Mais uma vez o final de semana em São Miguel do Guamá foi violento . No inicio da tarde aconteceu um grave acidente tendo como vitima o jovem conhecido por Mariano que vinha pilotando sua moto e colidiu com um carro vindo a falecer ainda no local do acidente .
Mariano era muito conhecido na cidade, ele era irmão do radialista Tony Silva da radio Sorriso FM, parente e amigos da vitima estão muito tristes com o acontecido .

Homicídio na madrugada

Foto: Assassinato na madruga em São Miguel do Guamá.


































No inicio da madruga um homem conhecido pelo nome de Eduardo foi esfaqueado e depois alvejado com vários tiros vindo a falecer no local, a policia esteve no local para remover o corpo .
ninguém soube dizer quem foram os autores desse homicídio nem qual o motivo, a policia investiga o caso .

PRESIDENTE DILMA ENTREGA CAMINHÃO PARA O MUNICÍPIO DE IRITUIA




O prefeito do município de Irituia, do nordeste paraense, Anchieta Lima, recebeu das mãos da presidente Dilma Rousseff as chaves de um caminhão caçamba que faz parte do Programa Aceleração do Crescimento-PAC2 que deve beneficiar os agricultores familiares, auxiliando na manutenção das estradas vicinais do município.

O evento aconteceu no município de Marabá, dia 20, e outros municípios com menos de 50 mil habitantes também foram contemplados com caçambas e motoniveladoras. Município que tem grande extensão territorial, onde grande parte da população vive na zona rural, recebe o equipamento em hora certa que será de grande valia para ajudar a melhorar suas estradas e as propriedades rurais. 

Fonte Pautando Noticias

Pará tem média de cinco acidentes de trabalho por dia

O número de acidentes de trabalho não para de crescer no Estado do Pará. De acordo com o Boletim Estatístico Regional do Ministério da Previdência Social, as notificações no último biênio (2012 e 2013) deram um salto de 112% em relação aos dois anos anteriores. Foram 3.458 benefícios acidentários concedidos (novos casos)  ante 1.632 do período entre 2010 e 2011. Só no ano passado, foram 1.751 registros, o que corresponde a impressionante marca de cerca de cinco acidentes de trabalho por dia no Estado.
Em valores pagos pela Previdência, o montante mais que dobrou: passou de R$ 1,31 milhão para R$ 3,19 milhões nos últimos dois anos - avanço de 142%. Consequentemente, o valor médio pago por trabalhador acidentado teve um acréscimo de R$ 116,81 entre os dois períodos, fechando o último biênio em R$ 923,80. O ano passado se destaca, novamente, por alcançar as maiores marcas dos períodos analisados.
Os cofres públicos destinaram R$ 1,75 milhão para todos os registros novos de 2013, referente a média individual de R$ 1.007,35. Em 2012, por exemplo, foram R$ 1,57 milhão e média de R$ R$ 927,18, enquanto em 2011, foram R$ 727,5 mil e R$ 855,32, respectivamente. Já em 2010, a cifra total paga aos trabalhadores acidentados durante o ano foi de R$ 589,5 mil (média de R$ 783,61).
A única análise que não se altera na pesquisa é a predominância dos acidentes de trabalho no meio urbano. Ao longo dos quatro anos analisados, as cidades concentraram aproximadamente 90% de todos os casos. No entanto, em números brutos, o boletim revela que a incidência dos registros no meio rural quase triplicou. O número total de registros novos em 2010 foi de 81, enquanto em 2013, foram concedidos um total de 205 benefícios acidentários na área rural.
De acordo com o levantamento, o auxílio-doença é disparado o benefício acidentário mais concedido pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) no Estado, por tratar-se de um benefício temporário. No biênio passado foram 3.238 casos, duas vezes mais do que o quantitativo entre 2010 e 2011 (1.524). Em 2013, do total de 1.751 benefícios paraenses concedidos, 1.634 foram de auxílio-doença. Ou seja, 93,3% do total.
Na segunda posição surgem as aposentadorias por invalidez, com 110 registros no biênio, sendo 61 no ano passado - mais de cinco registros por mês. O total apontado em 2013, chama a atenção por indicar quase a mesma marca da soma de todos os casos registrados entre 2010 e 2011 (66). O auxílio-acidente também teve uma expansão surpreendente no comparativo no intervalo dos dois biênios. A evolução foi de 166%, passando de 36 benefícios no primeiro período para 66 na parte final. Nos anos, os números foram: 15 em 2010; 21, em 2011, 45, em 2012; e 51, em 2013.
Além dos benefícios acidentários concedidos a cada ano, o Boletim Estatístico Regional revela o montante acumulado (total emitido) e a sangria aos cofres do governo provocados pelos acidentes de trabalho no Pará. Ao fim de 2013, a Previdência Social contabilizava um total de 14.203 benefícios, totalizando o repasse de R$ 11,3 milhões - média de R$ 792,82 por pessoa. O total de acidentes de trabalho acumulado em 2012 foi de 13.517, ao valor de R$ 9,7 milhões. Nos anos anteriores, os benefícios emitidos foram de 13.428 (2011) e 13.180 (2010), e repasses de R$ 8,7 milhões e R$ 8,3 milhões, respectivamente.
Acumulado - Atualmente no Estado, segundo o boletim da Previdência, publicado no último mês de dezembro, são emitidos 3.127 benefícios por aposentadorias por invalidez, cujo repasse foi de R$ 3,08 milhões (média de R$ 987,64 por acidentado); 2.590 pensões por morte, ao custo total de R$ 2,20 milhões (R$ 852,68); 4.205 auxílios-doença, a R$ 4,18 milhões (R$ 995,66); 3.951 auxílios-acidente, a R$ 1,7 milhão (R$ 435,98); e 330 auxílios-suplementares, a R$ 54,3 mil (R$ 164,76).
O levantamento não traz os setores econômicos e a relação dos acidentes de trabalho por municípios. Mas o mais provável é que os números do Boletim Estatístico Regional fechado em 2013 também reflita os indicadores do Anuário Estatístico de Acidentes do Trabalho divulgado no fim do ano passado, com os números do biênio 2011/2012. Naquele ano, Belém respondeu por 30% dos acidentes (3.069 casos) e por 18,2% das mortes decorrentes do trabalho (18 das 88 em todo o Estado).  O município de Parauapebas, aparece em segundo com 1.264 acidentes; seguido por Tailândia, com 750 registros; Ananindeua, com 651; Marabá, com 586; Santarém, com 539; e  Castanhal, com 429. Dentre as atividades de trabalho mais comuns de acidente estão o cultivo de plantas de lavoura permanente, com 1.187 registros entre 2011 e 2012; a construção de edifícios, com 708; o desdobramento de madeira, com 497; e as atividades de atendimento hospitalar, com 400 registros

Mais de 60 mil pés de maconha são destruídos no Pará

Mais de 60 mil pés de maconha foram destruídos pela Polícia Civil do Pará nos municípios de Nova Esperança do Piriá, Cachoeira do Piriá, Viseu e Garrafão do Norte, no nordeste do estado.
A ação faz parte da operação Coivara, que acontece na região e também apreendeu 80 quilos de maconha beneficiada e 10 quilos de sementes da erva.
Trinta policiais civis participaram da operação, que contou ainda com peritos criminais e uma equipe do Comando de Operações Especiais (COE), da Polícia Militar.
A operação foi iniciada na última segunda-feira (17) e durou quatro dias. Um helicóptero foi usado para levar os policiais até as plantações. Ninguém foi preso.

sexta-feira, 21 de março de 2014

Castanhal: sete mortes em apenas quatro dias

Castanhal: sete mortes em apenas quatro dias  (Celso Rodrigues)


Castanhal, cidade do nordeste Paraense, a Polícia Civil, através da Divisão de Homicídios (DH), registrou sete assassinatos nos últimos quatro dias. Uma das vítimas foi morta com mais de quarenta facadas. O índice assusta moradores da “Cidade Modelo” e a polícia trabalha para tentar desvendar os casos e colocar os assassinos atrás das grades.
A onda de homicídios começou na tarde de domingo (16), quando um adolescente de 16 anos foi morto com vários tiros no bairro da Betânia. Ele estaria devendo uma bicicleta a um traficante que cobrou a dívida na base da bala. No mesmo dia, poucas horas depois, no bairro Heliolândia, três homens encapuzados arrombaram uma residência e meteram chumbo em Iranildo de Souza Ferreira. A esposa dele fugiu correndo com um bebê no colo para não ser atingida pelos disparos. A polícia acredita que os atiradores seriam conhecidos de Iranildo e por isso utilizaram capuzes para não serem reconhecidos.
No dia seguinte, segunda-feira (17), mais duas mortes ocorreram. Desta vez, no período noturno. Por volta das 20h um rapaz de prenome Jhone levou uma facada no pescoço desferida por um ciclista e morreu enquanto recebia atendimento médico no hospital municipal de Castanhal. Jhone foi esfaqueado no bairro Imperial. Três horas depois, no cruzamento da BR-316 com a rua Irmã Adelaide, no centro da cidade, Adriano Castelo Branco, 24 anos, foi executado com dez balaços. Adriano saiu de sua casa pilotando sua motocicleta Titan de cor preta, percebeu que estava sendo seguido por um carro e tentou escapar, mas foi parado com os primeiros três tiros nas costas. Caído ao chão, rastejando no asfalto, Iranildo foi alvejado com mais sete tiros na cabeça, efetuados por um dos integrantes do carro. Segundo a polícia, Adriano seria um conhecido traficante.

REPERCUSSÃO
O crime que mais repercutiu na cidade foi a execução de um jovem de apenas 18 anos, morto com mais de 40 facadas, a maioria nas costas e no pescoço. O cadáver foi encontrado por um vaqueiro, ao amanhecer de terça-feira (18), jogado às proximidades de um campo de futebol, situado na invasão Oscar Reis, área do bairro Jaderlândia. Segundo o delegado Temmer Cayate, a vítima Diego Luiz Exposto Marinho não tinha passagem pela polícia e sua morte ainda é um mistério. “Realmente foi um crime bárbaro! A vítima foi degolada e teve os pulsos cortados e o que mais nos chama a atenção é que o Diego não tinha passagem pela justiça. Nesse caso estamos trabalhando com a hipótese de crime passional”, explicou Temmer.
Na noite de terça-feira (18), por volta das 20hs30, Jean Batista Lopes, 20 anos, teve sua vida ceifada com três tiros no rosto. Jean foi morto em uma área descampada, no final da primeira rua do bairro Jaderlândia. “A irmã compareceu na delegacia e disse que ele (vítima), poucas horas antes de ser morto, havia prometido à família que não iria sair à noite. Mas ele descumpriu a promessa quando um amigo o convidou para dar um passeio sem volta”, contou o investigador Antônio. A mulher, que preferiu não ter o nome revelado, contou ainda que seu irmão seria usuário de drogas.
O último assassinato em Castanhal ocorreu na quarta-feira (19), por volta da meia noite. Jailton Castro Pinto, 29, se encontrava em um bar, no bairro Nova Olinda, quando foi alvejado por três tiros. Após terem certeza de que o alvo já estava sem vida, os assassinos fugiram de motocicleta. “Eram dois; eles se aproximaram chamaram pelo Jailton e atiraram. Os assassinos ainda levaram a motocicleta Pop 100 do morto”, repassou o cabo PM Lopes. O delegado plantonista Carlos Magalhães informou que Jailton Pinto seria usuário de drogas. “É, ele seria usuário e tinha duas tatuagens no corpo, um desenho de uma carpa (peixe) e uma imagem de um palhaço. Vamos investigar o que significavam as tatuagens e o que motivou a autoria do crime”, disse Magalhães.
O delegado Temmer Cayate, titular da Divisão de Homicídios, informou que cinco das sete vítimas eram pessoas que possuíam passagens pela polícia. Até o fechamento desta edição nenhum dos assassinos havia sido preso. “Ninguém foi preso ainda, mas temos alguns suspeitos e iremos trabalhar incansavelmente para prendê-los e com isso dar mais tranquilidade para a cidade de Castanhal”, finalizou Cayate.

Acusado de matar juíza é condenado a 36 anos de prisão

O tenente-coronel Cláudio Luiz Silva Oliveira foi condenado a 36 anos de prisão pelo assassinato da juíza Patrícia Acioli, morta com 21 tiros, em 2011. A decisão do 3.º Tribunal do Júri saiu na madrugada desta sexta-feira (21). Os jurados entenderam que o tenente-coronel "encomendou" a morte de Patrícia e o condenaram a 30 anos de prisão por homicídio triplamente qualificado, cometido por motivo torpe, mediante emboscada e com o objetivo de assegurar impunidade do arsenal de crimes, e a 6 anos por formação de quadrilha. Foi declarada ainda a perda do cargo público.
O julgamento durou 20 horas e foram ouvidas seis testemunhas de acusação e cinco de defesa. De acordo com os depoimentos, o Grupo de Ações Táticas (GAT) do 7.º Batalhão da Polícia Militar (São Gonçalo), comandado por Cláudio Luiz, praticava sequestros e extorsões na região mais rica da cidade do Grande Rio. Patrícia condenou alguns integrantes desse grupo pelos seus crimes.
As testemunhas disseram ainda que Cláudio Luiz era temido na região por causa dos seus atos de violência. Entre os que prestaram depoimento, estavam o delegado Felipe Ettore, que era o titular da Divisão de Homicídios (DH) na época em que a juíza foi assassinada, e do promotor de justiça Paulo Roberto Melo Cunha, que trabalhava com Patrícia.
Patrícia Acioli tinha 47 anos, quando foi assassinada na porta de casa, em Piratininga, Região Oceânica de Niterói. Seus três filhos estavam em casa no momento do crime. Ela estava sem escolta oficial por decisão do então presidente do Tribunal de Justiça do Rio Luiz Zveiter. Outros seis policiais militares foram condenados pelo assassinato da juíza.

Cabral e Beltrame vão a Brasília pedir apoio das Forças Federais em UPPs

Noite de quinta foi marcada por ataques em três áreas pacificadas do Rio.
Do G1 Rio

O governador Sérgio Cabral e o Secretário de Segurança Pública do Estado do Rio, José Mariano Beltrame, foram até Brasília na manhã desta  sexta-feira (21) para solicitar à Presidência da República apoio das Forças Federais para conter os ataques em áreas pacificadas do Rio. Como mostrou o Bom Dia Rio, a decisão foi tomada durante a madrugada, depois que as autoridades se reuniram por mais de duas horas com o gabinete de crise, convocado em caráter de urgência após ataques em três áreas de Unidades de Polícia Pacificadora, ocorridos na noite desta quinta-feira (20). O mais grave deles aconteceu em Manguinhos, Zona Norte, onde o comandante da UPP do Mandela foi baleado e a base da unidade foi completamente incendiada.
Sérgio Cabral disse que ainda não sabe quais tropas deverão atuar no Rio, nem por quanto tempo. Os detalhes serão discutidos em reunião agendada para as 11h desta sexta no Palácio do Planalto. "A presidenta Dilma me atendeu [por telefone] depois de uma viagem pelo Norte do Brasil esta noite. De imediato ela se colocou à disposição de nos receber na parte da manhã em Brasília."

O governador voltou a enfatizar que o estado não irá recuar diante dos constantes ataques em áreas já pacificadas. Segundo Cabral, a situação "é uma evidência do enfraquecimento do tráfico" e que apoio de Forças Federais é "para continuarmos avançando em nossa política de pacificação". Sem adiantar detalhes da atuação federal, Cabral afirmou que "será uma coisa absolutamente objetiva, pois são forças que já trabalharam juntas aqui para o bem comum da população."

"Vamos passar a vida inteira resolvendo crises"
Terminada a reunião, o Secretário de Segurança Pública José Mariano Beltrame fez severas críticas ao tratamento que se dá à segurança pública no Brasil. Ele qualificou como "arcaico" o sistema penal e prisional do país, falou sobre o problema do crescente uso de crack, da falta de controle das fronteiras, na maioridade penal e do uso de armas de fogo por parte da população civil.  "Se não discutirmos isso tudo de forma ampla, vamos passar a vida inteira resolvendo crises e não efetivamente resolvendo o problema de segurança pública", explicou.

Em relação aos ataques às UPPs, Beltrame voltou a enfatizar os problemas da segurança pública que beneficiam os criminosos. "Pessoas atiram contra agentes públicos porque, sem dúvida alguma, o crime vale a pena para elas. As pessoas agem sem o menor temor às leis. Diante dessa crise que se avizinha, que ameaça o Rio de Janeiro, nós viemos aqui e propomos um torniquete a ela. Mas se não sanarmos o problema, não haverá solução", disse.

Quanto a atuação das Forças Federais, Beltrame disse que o governador pediu sigilo e que detalhes só serão anunciados após a reunião com a presidente Dilma. Porém, adiantou que as polícias civil e militar estão de prontidão para garantir a segurança da população.
Sem recuo
Antes da reunião com o gabinete de crise, o governador informou, por meio de nota, que não irá recuar. Segundo ele, este tipo de atentado equivale a “uma tentativa da marginalidade de enfraquecer a política vitoriosa da pacificação, que retomou territórios historicamente ocupados pela bandidagem para o controle do poder público.” Segundo Cabral, o Governo mantém “o firme compromisso assumido com as populações das comunidades e com a população de todo o estado do Rio de Janeiro de não sair, em hipótese alguma, desses locais ocupados e manter a política da pacificação.”

"Alerta total"
O comandante das Unidades de Polícia Pacificadora do Rio, coronel Frederico Caldas, disse em entrevista à GloboNews que a Polícia Militar está em estado de "alerta total" após os ataques a três comunidades com UPPs em pontos distintos da cidade - entre elas duas sedes -  na noite desta quinta-feira (20). "A partir de agora a gente entra em um regime de atenção total, de alerta total", afirmou Caldas.
Em Manguinhos houve o pior ataque. Criminosos atearam fogo que consumiu completamente os contêineres da UPP Mandela. O comandante da UPP, capitão Gabriel Toledo foi baleado e outro policial levou uma pedrada na cabeça. Tiros foram registrados na UPP do Alemão.
"Na região de Manguinhos, na UPP Mandela teve os registros mais graves. O estado de saúde dele [capitão Gabriel Toledo] é muito bom. Ele foi atingido na perna com um tiro de pistola. Eu acabei de visitar o outro policial [atingido] que está com um ferimento na cabeça, alvo de uma pedra", completou o comandante das UPPs.
Caldas disse que o policiamento foi reforçado em todas as bases de UPPs da cidade e que a PM está "com uma mobilização grande para evitar que novas ações aconteçam". "A gente está muito atento para evitar que aconteçam novas ações por parte de marginais. Não há dúvidas que a gente vai retomar. Não há a menor possibilidade de recuo na pacificação", concluiu.

quinta-feira, 20 de março de 2014

Deputado propõe descriminalização da maconha

O texto estabelece ainda a "obrigatoriedade do registro, da padronização, da classificação, da inspeção e da fiscalização de tais atividades"

O deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) protocolou hoje (19) na Mesa Diretora da Câmara dos Deputados projeto que prevê a descriminalização do consumo, produção e comércio da maconha. O parlamentar decidiu apresentar a proposta após o Uruguai ter regulamentado.  De acordo com o projeto, o plantio, o cultivo e a colheita da planta para o consumo pessoal serão liberados no país, desde que restrito a "até seis plantas de cannabis maduras e seis plantas de cannabis imaturas, por indivíduo". O texto estabelece ainda a "obrigatoriedade do registro, da padronização, da classificação, da inspeção e da fiscalização de tais atividades".
A proposta prevê a regulamentação do plantio, cultivo e da colheita para uso medicinal. O texto proíbe processos de manipulação para aumentar ou produzir artificialmente a maconha e estabelece que a colheita que não exceder 480 gramas ficará isenta de registro, da inspeção e fiscalização. O projeto proíbe propaganda e a venda a menores de 18 anos e a venda e uso perto de escolas durante o horário escolar ou em estabelecimentos educacionais e sanitários.
"Nas ruas, não vai se poder fumar, sobretudo próximo às escolas. O projeto estabelece que, nos lugares de venda, a exposição do produto tem que estar regulamentada e o consumidor tem que estar a par dos danos que ocorrem com o consumo", ponderou o deputado. "Além disso, estabelece que o Poder Executivo deverá delimitar zonas de cultivo e levar em consideração critérios de preservação ambiental e limites máximos para a extensão de terras destinadas ao plantio e fabricação de produtos derivados da maconha", disse.
Conforme o texto, 50% da arrecadação com tributos decorrentes das atividades serão destinados ao financiamento de políticas públicas para tratamento de dependentes químicos. Outro ponto do projeto prevê anistia para as pessoas processadas por tráfico, desde que as prisões não sejam decorrentes de crimes com violência, grave ameaça, emprego de arma de fogo ou tráfico internacional de drogas .
Para o deputado, é preciso que a sociedade encare o debate do ponto de vista da segurança e da possibilidade de geração de emprego e renda. "O projeto prevê que essas pessoas presas por pequenas quantidades possam entram na venda legal, desde que registradas", disse. "A gente precisa enfrentar essa questão e dar uma segunda chance para essas pessoas que entram no tráfico pela pobreza".
No Senado, também tramita um projeto de lei de iniciativa popular que trata da legalização do plantio doméstico de maconha e do comércio em locais licenciados. O projeto de lei, relatado pelo senador Cristovam Buarque (PDT-DF), foi proposto por meio do portal e-cidadania do Senado, onde qualquer pessoa pode fazer proposições legislativas, e recebeu mais de 20 mil assinaturas eletrônicas de apoio.